Servidores do Samu decidem manter a greve
Servidores farão Operação Pente Fino nas ambulâncias
90% das ambulâncias estarão funcionando na Semana Santa (Fotos: Robério Batista/Samu)

Há 22 dias de greve, os servidores do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) deliberaram pela continuidade da greve durante assembleia geral realizada nesta quinta-feira, 17.

Na assembleia, os servidores decidiram a partir da próxima semana, realizar uma Operação Pente Fino nas ambulâncias. O veículo que apresentar alguma irregularidade, mesmo estando para trabalhar na greve, vai parar.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores do Samu, Adilson Melo, por conta da Semana Santa, os grevistas decidiram que cerca de 90% das ambulâncias estarão em funcionamento.

“Em respeito à população, a gente vai deixar somente 10% parado da greve, mas em contrapartida, na terça-feira [22] a gente volta com os 30% não só do suporte básico, mas como suporte avançado que estava 100% funcionando”, afirma.

Servidors decidiram manter a greve 

Ainda segundo Adilson Melo, até o momento não há nada de concreto por parte do Governo. “O governo continua sem dar fatos concretos. Vem uma relação de coisas que o governo tem que fazer que já é obrigação, como consertar carro, base, a questão da fusão Samu estadual e municipal e a parte principal que é o reajuste de 2013 e 2014”.

O próximo passo da categoria será tentar uma reunião no Ministério Público Estadual (MPE) com o objetivo de que seja realizado um dissídio coletivo para cobrar do governo o reajuste de 2013 e 2014.

Por Aisla Vasconcelos

 
Samu: servidores fazem caminhada por melhorias

Trabalhadores denunciam que ambulâncias estão quebradas
 
 

Ambulância sendo puxada como forma de protesto (Fotos: Portal Infonet)

Os servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizaram na manhã desta segunda-feira, mais um ato contra a falta de condições de trabalho da categoria e reajuste salarial. A passeata seguirá até o Centro de Aracaju, onde está a sede da Fundação Hospitalar da Saúde. Os servidores estão em greve desde o dia 27 de março.

Durante o ato, os servidores empurravam uma ambulância sucateada para mostrar à sociedade as condições do veículo, o qual é, segundo os servidores, são obrigados a trabalhar para atender a população.

“A gente quer mostrar à população o caos que é o serviço, pois os carros quebram na rua, as sirenes de pastilha de freio também quebram, sempre. O Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) continua retendo maca e isso atrasa o atendimento aos pacientes. A gente tem que mostrar à população que o que acontece de deficiência no atendimento é em consequencia da estrutura do serviço”, reclama o presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância do Estado de Sergipe (Sindiconam), Adilson Melo.


 

 

Apoio

Trabalhadores da área da saúde, a exemplo dos enfermeiros, telefonistas, rádio-operadores, técnicos e auxiliares de enfermagem, marcaram presença no ato. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde (SINTASA) o problema atinge todos os trabalhadores da categoria.

“Os mesmos problemas são enfrentados pelos os técnicos e enfermeiros, pois eles sofrem juntos com esses trabalhadores, queremos que o governo veja o que eles passam. O ato simbólico é para mostrar a rotina desses profissionais. Isso é o que acontece diariamente com as ambulâncias do Samu”, diz.

FHS

Em nota encaminhada pela Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) na última sexta-feira, 14, a assessoria de comunicação lembra que na última quarta-feira, 9, o governador  se reuniu com representantes dos Sindicatos dos Trabalhadores na Área de Saúde, dos Enfermeiros e dos Condutores do Samu e que o Governo  assumiu o compromisso de trabalhar para melhorar as instalações da base do Samu. Quanto às reivindicações salariais, Jackson pediu a eles um prazo até o dia 30 de abril para estudar as propostas junto com os setores especializados do Governo e atender LRF.

 

Caminhada segue até o Centro de Aracaju

 

Funcionários do SAMU fazem passeata por melhoria de condições

 
 
 Categoria reclama de condições de trabalho e das ambulâncias que prestaram atendimento à população.(Foto: Magna Santana)

(Foto: Magna Santana)

Categoria reclama de condições de trabalho e dasambulâncias que prestaram

atendimento à população.

Funcionário do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da capital e do interior sergipano se reuniram na manhã desta segunda-feira (14) para uma mobilização no Centro de Aracaju. A categoria vem buscando melhores condições de trabalho e ambulâncias aptas a realizarem o atendimento à população.

Segundo Shirley Morales, enfermeira que trabalha no SAMU, a reclamação dos funcionários não é por melhores salários, mas por uma condição de trabalho melhor. “Várias categorias estão reunidas em prol de melhores condições de trabalho. Não há como realizar um bom serviço à população quando faltam insumos e ambulâncias problemáticas. É por isso que, durante assembleia, decidimos por essa mobilização”, contou.

Com saída da base do SAMU na capital, no bairro Siqueira Campos, os funcionários seguiram até o Centro de Aracaju onde, em frente à sede da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), fizeram suas reivindicações.

De acordo com os funcionários, há anos que existem insatisfações e que a categoria vem cobrando, no entanto, Governo e Prefeitura ainda não deram um posicionamento favorável, o que tem prejudicado a assistência à população.

Acaba a greve da Polícia Militar da Bahia

Grevistas votaram em assembleia na tarde desta quinta (17), em Salvador.
Reunião com arcebispo antecedeu votação; paralisação começou na terça.

 

 
 
PMs comemoram fim da greve na Bahia (Foto: Maiana Belo/G1)
A greve da Polícia Militar da Bahia foi encerrada na tarde desta quinta-feira (17) após assembleia realizada entre líderes do movimento e PMs, no Wet'n Wild, espaço de shows em Salvador, onde parte da corporação permaneceu acampada desde a noite de terça-feira (15), quando omovimento foi iniciado. Logo após a assembleia, os policiais comemoraram bastante e gritaram em coro "A PM voltou".
 

De acordo com Marco Prisco, vereador e presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), a categoria conseguiu um aumento de 25% no soldo (remuneração específica dos policiais) para o administrativo da PM; de 45%, para o operacional; e de 60%, para motoristas. Também foi aprovada a extinção do código de ética, nova discussão sobre o plano de carreira e fim do curso de cabo. "Os benefícios conseguidos hoje são para ativos e inativos”, afirmou o líder da PM.

“Estamos indo para a governadoria para a entrega do documento, pois primeiro precisávamos conversar com a categoria para votação e depois levar o documento assinado para o governo”, completou Marco Prisco.

De acordo com informações do coronel Gilson Santiago, diretor de comunicação da Polícia Militar, representantes da gestão estadual estão em reunião na sede da governadoria e devem se posicionar no final da tarde sobre os itens discutidos.

O fim da greve ocorreu no mesmo horário em que era realizada uma reunião entre o governador daBahia, Jaques Wagner, e o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, além de outras autoridades locais e nacionais. O encontro foi realizado na sede da governadoria, no Centro Administrativo da Bahia.

"Estamos satisfeitos com o fim da greve, pois não queríamos. O governo foi intransigente, mas conseguimos chegar a um acordo. Foi satisfatório esse resultado para nós e tenho certeza que, para a população, também. A população pode ficar tranquila", comentou o soldado Santos, da 41ª Companhia Independente de Polícia Militar, após participar da assembleia.

 

Primeira reunião
Uma reunião entre o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, o coronel da Polícia Militar Alfredo Castro, representante do governo, e lideranças de associações da PM foi realizada na manhã desta quinta, no Largo dos Aflitos, na capital. Durante o encontro, uma nova contraproposta foi apresentada pelo coronel da PM aos grevistas e um documento foi elaborado pelas lideranças para ser submetido ao crivo da categoria em assembleia.

"Eu penso que minha participação foi modesta, mas de alguém que ajuda as pessoas a dialogar e desarmar o espírito. Hoje na missa eu disse 'a paz é um dom de Deus'. Vamos pedir que ela venha para toda a Bahia. Nem eu achei que viria uma resposta tão rápida", disse Dom Murilo Krieger após o fim da paralisação.

Segundo o coronel Castro, comandante da corporação, o reajuste nas Condições Especiais de Trabalho (CET), um dos principais pontos de divergência entre governo e grevistas, foi revisto . "O que mudou foram as condições das propostas no que diz respeito aos índices. Nós tivemos uma proposta feita anteriormente sem o índice de CET e nós colocamos agora o índice de CET. Também estamos colocando a retirada de sanção disciplinar, as faltas leves administrativas durante esse período de greve", disse o oficial. O governo explica que a CET é uma gratificação que atualmente vigora para oficiais e que os grevistas pedem que se estenda a todos do efetivo policial.

Homicídios
Foram registrados 39 homicídios em Salvador e região metropolitana pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia durante pouco mais de 42 horas desde o início da greve, que começou por volta das 19h30 da terça. Na segunda-feira (14), dia que anteceu o início da paralisação, foram registrados seis homicídios em Salvador e região, segundo dados da SSP-BA.

De acordo com informações da assessoria de comunicação da SSP, esse número foi contabilizado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa até as 13h40 desta quinta-feira. A secretaria ressalta que ainda é preciso um período de investigação para saber se essas mortes estão relacionadas à redução do policiamento nas ruas devido à greve da PM.

Em 2012, a média foi de 4,3 homicídios por dia em Salvador. Já em 2013, esse número caiu para 3,91. Em 2014, nos meses de janeiro e fevereiro, a média diária de assassinatos foi de 5,5, enquanto em março foi de 6,6. Já no mês de abril, em apenas 17 dias foram contabilizados 123 homicídios em Salvador e região metropolitana, o que representa 7,2 assassinatos diariamente. Durante a greve da PM, que durou pouco mais de 43 horas, a média do número de assassinatos por dia foi de quase 20 homicídios. 

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Assembleia aprovou o início da greve da PM (Foto: Imagens/G1)Assembleia aprovou o início da greve da PM na BA
(Foto: Imagens/G1)

Justiça
Na quarta-feira, a greve foi considerada inconstitucional pela Justiça da Bahia, que estipulou multa diária de R$ 50 mil. O governo afirmou que as reivindicações das associações de policiais grevistas "ultrapassavam o limite orçamentário do Estado".

Nesta quinta, a Justiça Federal determinou a suspensão imediata da paralisação, estipulou multa em R$ 1,4 milhão, além de bloquear bens das associações grevistas.

Enquanto governo e categoria não chegavam a um acordo, tropas do Exército reforçavam a segurança nas ruas de Salvador. Durante a madrugada de terça (15), houve uma série de saques e arrombamentos pela cidade.

Saqueadores roubam supermercado e quebram produtos (Foto: Imagens/TV Bahia)Saqueadores roubam supermercado e quebram
produtos em Salvador (Foto: Imagens/TV Bahia)

Saques
A Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos da capital contabilizou 60 carros roubados no primeiro dia de greve da Polícia Militar. Segundo o delegado titular da unidade, Marcos César Silva, essa quantidade foi registrada entre terça (15) e quarta-feira (16), e representa um número três vezes maior do que o registrado em um dia comum. "Isso aqui está um inferno na terra. O movimento triplicou", afirmou o delegado

Na madrugada desta quinta-feira, uma loja de eletrodomésticos foi invadida no bairro da Calçada, na Cidade Baixa, também em Salvador. Segundo informações da polícia, um grupo de homens entrou no estabelecimento com um carro e roubou diversos produtos da loja. Um veículo foi abandonado no local. Já por volta das 5h desta quinta-feira, um supermercado da rede Cesta do Povo foi arrombado no bairro da Fazenda Grande I. De acordo com a polícia, um grupo ainda ateou fogo ao estabelecimento.

No bairro de Cosme de Farias, na noite de quarta-feira (16), um mercado local foi arrombado por moradores da região. O estabelecimento foi completamente saqueado pelo grupo.

Ainda na noite de quarta, outros quatro estabelecimentos foram arrombados e saqueados emSalvador. Três deles no bairro de Brotas. No supermercado Bompreço, saqueadores levaram diversos produtos, quebraram objetos e sujaram todo o local. Já em Camaçari, região metropolitana de Salvador, um caixa eletrônico foi explodido por um grupo de homens.

Ainda no bairro de Brotas, só que nas Lojas Americanas, um carro foi utilizado para arrombar a porta da Lojas Americanas, que também foi saqueada. Homens do Exército foram até o local, mas não encontraram os assaltantes.

Já no Vale do Ogunjá, no mesmo bairro, o assalto foi realizado no supermercado GBarbosa. Seis homens foram presos pela Polícia de Choque (PM) durante a ação. No supermercado Bompreço, localizado na Avenida Garibaldi, produtos também foram levados após o arrombamento do local.